
O Dia da Mulher não é para vender flores
Todos os anos acontece a mesma coisa. Chega o Dia Internacional da Mulher e, junto com ele, surgem flores em promoção, perfumes com desconto e spas oferecendo “experiências especiais”. Parece um gesto gentil, mas há algo profundamente errado nisso.
O 8 de março não nasceu de vitrines nem de campanhas publicitárias. Nasceu de protestos, greves e da luta por direitos iguais. Mulheres marcharam, enfrentaram injustiças e reivindicaram dignidade, salário justo e espaço na sociedade.
Transformar essa história em estratégia de marketing é reduzir uma luta a um folheto de ofertas.
Não há problema em dar flores ou presentes. O problema é quando a data passa a significar apenas isso. Quando a lembrança termina na promoção e se esquece o motivo pelo qual o dia existe.
O Dia da Mulher não deveria ser sobre vender mais.
Deveria ser sobre lembrar que a igualdade ainda é uma conquista em construção.
—
Fabiana Costa
Ministra da Cidadania

